Tempo, tempo, tempo...

Agora eu entendo aquela sensação de felicidade que meu pai transmitia cada vez que chegava um sábado.
Enquanto criança, eu não percebia o valor imensurável dessas 48h semanais em que somos LIVRES.

As obrigações existem, a pilha de louça pra lavar, as roupas sujas, a casa bagunçada, os filhos com fome, os livros da faculdade... tudo isso existe. Mas o simples fato de não precisar trabalhar supera qualquer tarefa doméstica e torna o FINAL DE SEMANA um momento sagrado.

Depressão-pós-volta-ao-trabalho. Acho que é isso. Eu, que nunca gostei de ficar ociosa, daria tudo pra voltar a minha licença maternidade e ficar em casa de perna pro ar. De perna pro ar sim, porque meu picorrucho é um santo bebê e talvez o que me menos me incomoda até então.

Não existe nada mais frustante do que passar o dia aprisionada num lugar indesejável, fazendo um serviço sem graça, olhando o sol lá fora e contando as horas pra sair. E quando chega essa hora, já é noite. E não tem mais sol.
Meus filhos passam 9 horas na escola, 11 horas dormindo (não disse que são uns anjos?), e o resta pra MIM são 4 horinhas diárias. 4!!!
Eu queria que meu dia tivesse mais horas. Mais horas pra viver!
2 Responses
  1. Raquel Says:

    Estou aqui refletindo o seu post e revendo o meu conceito de que felicidade é igual a um emprego fixo, minimamente remunerado.

    *Tô junto.
    beijocas


  2. Olá!!!
    Encontrei vc no blog do Cinematerna e gostaria de convidá-la para conhecer meu trabalho no meu cantinho online!
    Ficarei muito feliz com a visitinha!
    Bjinhos,
    Vanessa Datrino
    www.datrinodesign.blogspot.com