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A nossa vida não vale nada

Basta um imbecil com uma arma da mão e tá tudo acabado.

Ontem fez um dia lindo, ensolarado e não muito quente. Perfeito para um passeio no parque. Juntamos a família e fomos. Mas nosso pic-nic foi interrompido a bala!!! Isso mesmo, tiros. Eu nunca tinha presenciado uma coisa dessas e devo dizer que foi mais terrível do que eu jamais poderia imaginar.

Ali, bem pertinho de onde estávamos, um cara com uma arma na mão disparava enlouquecidamente, enquanto todo mundo se jogava no chão e chorava!!! O Fred abraçou o Gabriel e os dois deitaram no chão, enquanto isso eu voei e arranquei o Henrique do carrinho, ainda sem entender o que tava acontecendo. Vi aquela gente toda deitadinha no gramado e só o cidadão parado apontando a arma quase na nossa direção. Ele ainda deu uns dois tiros num outro antes de sair correndo. Então todos levantaram e se mandaram dali!! Na verdade nem todos. Uns ficaram no chão.

Depois eu soube que houveram 5 feridos, um em estado muito grave com uma bala na cabeça. Soube também que tudo foi uma briga entre duas gangues. Eles marcaram o encontro pelo orkut e segundo testemunhas isso já aconteceu mais vezes, o que ninguém esperava era que um dos imbecis estivesse armado. 

Eu não consigo parar de pensar que uma dessas balas perdidas podia ter atingido um dos meus filhos. A nossa vida não vale absolutamente nada pra essa gente. Com uma arma na mão eles fazem o que bem entendem.

Esse foi o registro do nosso passeio. Ali atrás, naquelas árvores, foi onde tudo aconteceu:


Cinematerna - eu fui!

Finalmente fizemos nossa estréia no Cinematerna, eu e Henrique. Pra quem não conhece, vale a pena conferir: www.cinematerna.org.br

Meu filho Gabriel não pode ir mais, já perdeu a validade (é para bebês até 18 meses).

Tenho que dizer que foi uma AVENTURA.

Pra começar, cheguei atrasada. A sessão iniciava as 14h e a última vez que olhei o relógio, ainda dentro do ônibus, já eram 14:09. Desci correndo, com o Henrique no sling, atravessei todo shopping, cheguei na fila da entrada suando (justo no dia que o calorão foi embora e fez só 22ºC), pedi o ingresso pra sessão do Cinematerna, pois a essas alturas nem sabia mais o nome do filme!

Gente, fazia uns 2 anos (sim, ANOS) que eu não ia no cinema. A última vez eu estava grávida do meu primeiro filho ainda. E logo de cara já vi a primeira mudança: agora a gente pode escolher a POLTRONA. Me senti uma colona embarcando numa viagem aérea! "A senhora por favor escolha sua poltrona". "Hã? Como assim?" Fiquei olhando praquela tela com o mapa de assentos e não conseguia entender onde era o início e onde era o fim. Pra facilitar, olhei bem no meio e escolhi m número. "Sei lá, pode ser o 10". "10 de qual fila, senhora?". Anta! Todas as filas são numeradas iguais!!! HAHAHAHA. Tive que rir da minha própria cara. Já que a atendente era antipática demais pra achar graça da situação.

Bom, mas aí entrei na sala. Pergunta se sentei na minha poltrona? Claro que não! Tinha muiiiitos lugares vazios e se eu ainda fosse perder tempo procurando A MINHA poltrona no H10 eu provavelmente perderia a outra metade restante do filme.

Sentei na cena em que o George Clooney fazia insinuações sexuais sobre o tamanho de seu órgão reprodutor para uma mulher num bar. Minutos depois os dois foram para um quarto e tcharam! Aí eu entendi porque bebês maiores de 1 ano e meio não podem ir às sessões. Seria constrangedor.

O que, para minha surpresa, não foi nem um pouco constrangedor foi aquele monte de bebê fazendo ruidinhos. Que coisa mais legal!!! Juro, muito legal mesmo. Me senti em casa. (afinal, na minha casa o que não falta são bebês). De um lado bebê dormindo, de outro bebê comendo, bebê mamando, bebê brincando no chão, bebê reclamando, bebê arrotando enquanto George Clooney trepa no telão! ADOREI!

Meu filho se comportou muito bem, não chorou nenhuma vez. Porém....... Depois da mamada, ele ficou um pouco inquieto no meu colo e aí adivinha? Lembrei de um post sobre as melecas que escrevi aqui outro dia. Sim,  se cagou. Mas se cagou MUIIIIITO. Quando eu senti aquilo quentinho na minha perna, deu vontade de berrar um "eu não acredito!!!" bem alto. Tomei coragem e levantei... tive que estreiar o trocador também! São dois trocadores, muito bem equipados mas muito mal posicionados. Ficam lá na frente, distraindo quem assiste ao filme. Mas faz parte do show, assim como os bebês que ficam correndo embaixo da tela e espalhando seus brinquedos por toda sala... o máximo! Bom, troquei a fralda e graças a deus eu tinha levado uma roupa extra, porque o estrago foi grande. Só não levei roupa extra pra mim, porque não imaginei que fosse preciso. Na proxima eu levo até banheira, porque só um banho pra resolver 100%.

Agradeço a moça da organização que me auxiliou e até meteu a mão na merda! Muito simpática.

Voltando ao nosso assento, Henrique não podia deixar de dar aquela golfada. Voou vômito quase na cadeira ao lado, mas ainda bem não tinha ninguém e no escurinho acho que ninguém percebeu. Coitado de quem sentar lá depois.

Mas entre cagados e vomitados, foi tudo muito ótimo!! Adorei de verdade. O Cinematerna está recomendadíssimo!!! Na próxima sessão estaremos lá. Prometo chegar cedo, escolher a poltrona certa e levar muitas roupas extras.

Melecas Cotidianas

Vocês, que são mães, já perceberam como volta e meia a gente tá falando de COCÔ?!? E o pior, com a maior naturalidade do mundo. "Ah, porque meu filho faz cocô durinho, mas cheira muito mal quando ele come mamão". "E quando ele come beterraba sai até meio rosado". Papo legal. Principalmente quando ele começa no meio do almoço de domingo, na casa da sogra. "Essa lasanha me lembrou que precisamos marcar uma consulta na pediatra... o bebê está fazendo um cocô muito mole". "Humm, delícia de lasanha hein sogra".
O cocô não sai da cabeça.


E não sai do lençol também. Eita coisinha que mancha, principalmente aqueles que saem com pressão, como se fosse um tiro de basuca. Sabem? Eu sei que vocês sabem.
Meu filho Gabriel, quando era recém nascido, cagava a cada 3 horas. Exatamente o período das mamadas. E na maioria das vezes não dava nem intervalo. Era mamá e cocô ao mesmo tempo. Por 2 segundos ele parava de sugar e dava aquela espremidinha discreta e...... o que vinha depois não era nada discreto.


Com 1 mês de idade levamos ele pra fazer o tal teste da orelinha. Durante o exame o bebê precisa ficar parado (e sem chorar) por 1min. Só 1min? 1min não é só, é muito, acreditem. Como ele não parava, a médica pediu que eu colocasse ele pra mamar. Ok, parou. Mas o estrondo gastro-intestinal que veio em seguida, imaginem, naquela sala com isolamento acústico onde se escuta até um alfinete caindo no chão, foi memorável.


Só teve uma coisa que me fez rir mais do que isso. 1 ano e meio depois, quando levei o Henrique pra fazer o mesmo teste, no mesmo lugar, com a mesma médica, adivinhem só? Foi a mesma coisa.
Mas chega de falar de cocô. Vamos falar de vômito.


Existe outro quesito em que eles não negam que são irmãos: o vômito. Tanto um quanto o outro, meo deos, regurgitam praticamente todo leite que bebem. E não venham me dizer que é refluxo! Não é. A pediatra já disse que é normal. Se ele só vomita, não chora e não perde peso, é normal. Ok, quem chora (mas nem assim perde peso) SOU EU. Eternamente fedendo a leite azedo, com a blusa molhada, não só do leite que sai de dentro, mas do que vem de fora! Uma beleza.


Mas enfim.. esse assunto todo me deu uma vontade de tomar um banho. No chuveiro.


Amanhã eu volto.